Ácidos graxos poliinsaturados N-3 em doenças psiquiátricas: mecanismos e dados clínicos

Os lipídios constituem a maioria do peso seco do cérebro humano maduro. Dos lipídios, 35% é composto por PUFA de cadeia longa (LC-PUFA), especialmente ácido docosahexaenóico (DHA) da família n-3 e ácido araquidônico (AA) da família n-6. Os humanos são dependentes da ingestão alimentar de AA e DHA. Curiosamente, a proporção n-6 / n-3 da dieta aumentou consideravelmente durante o século passado. LC-PUFAs desempenham vários papéis no cérebro, incluindo estruturais (formando as propriedades físico-químicas na bicamada lipídica das membranas celulares) e sinalizadores. Além disso, eles influenciam a neurogênese e a neurotransmissão no tecido nervoso. Os metabólitos do PUFA modulam os processos imunológicos e inflamatórios no cérebro, o estresse oxidativo e suas consequências. De grande importância também é sua conexão com vários fatores metabólicos envolvidos no bom funcionamento do cérebro e / ou foram descobertos por desempenhar um papel na patogênese de doenças neuropsiquiátricas – melatonina, homocisteína, leptina e adiponectina. Esta revisão fornece uma visão resumida do metabolismo e dos possíveis mecanismos de ação dos PUFA n-3 no cérebro, e seu papel na patogênese de doenças psiquiátricas.


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