Três acusados ​​pelos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e Bruno Pereira


Os promotores públicos acusaram três homens pelo assassinato em junho do jornalista britânico Dom Phillips e do especialista indígena Bruno Pereira nos confins remotos da floresta amazônica, segundo um comunicado.

Todos são ribeirinhos locais, e o motivo foi que Pereira pediu a Phillips para fotografá-los quando eles passavam em um barco, disse o comunicado.

A área é um hotspot para a pesca ilegal e caça furtiva.

O Sr. Phillips e o Sr. Pereira haviam encontrado indígenas perto da entrada da Terra Indígena do Vale do Javari, que faz fronteira com o Peru e a Colômbia, e estavam viajando pelo Rio Itaquaí de volta à cidade de Atalaia do Norte quando foram atacados.

Oseney da Costa de Oliveira é conduzido para fora de um tribunal por policiais militares e civis em Atalia do Norte, Amazonas, Brasil (Edmar Barros/AP/PA)

Seu desaparecimento gerou intenso clamor internacional e pressão por ação e, com a ajuda de indígenas locais, as autoridades localizaram seus corpos escondidos na floresta.

Os promotores apresentaram suas acusações na quinta-feira, destacando que dois dos homens – Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima – confessaram o crime, enquanto depoimentos de testemunhas indicam que Oseney da Costa de Oliveira também participou, segundo o comunicado.

O Sr. Pereira teve confrontos anteriores com pescadores ao apreender suas capturas e recebeu várias ameaças.

Ele carregava uma arma com ele e havia deixado a agência federal de assuntos indígenas para ensinar os indígenas locais a patrulhar suas terras e coletar evidências fotográficas geo-marcadas de criminalidade.

No dia em que foram assassinados, o Sr. Pereira transportava essas provas para as autoridades de Atalaia do Norte e foi baleado três vezes.

Phillips, que estava realizando pesquisas para um livro intitulado How To Save The Amazon, foi morto “apenas por estar com Bruno, a fim de garantir a impunidade do crime anterior”, disse o comunicado dos promotores.

Tem havido especulações na imprensa brasileira de que seu assassinato pode ter sido ordenado pelo líder de uma rede de pesca ilegal.

A polícia no início deste mês prendeu um quarto homem quando ele apresentou documentos falsos, acreditando que ele pode ter algum envolvimento, mas nenhuma acusação foi feita ainda.



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