Ácidos graxos poliinsaturados N-3 e seus mediadores lipídicos como uma potencial intervenção imuno-nutricional: uma visão molecular e clínica em doenças hepáticas e outras doenças não transmissíveis


Nos últimos anos, o efeito benéfico da ingestão de ácidos graxos poliinsaturados n-3 (n-3 PUFAs) na saúde humana tem sido amplamente aceito no campo da imunonutrição. Hoje, encontramos uma diversidade de suplementos à base de n-3 PUFAs e/ou minerais, vitaminas e outras substâncias. O principal objetivo desta revisão é discutir a importância dos n-3 PUFAs e seus derivados na imunidade e no estado inflamatório relacionado a doenças hepáticas e outras doenças não transmissíveis. Com base na carga de doenças hepáticas em 2019, mais de dois milhões de pessoas morrem de patologias hepáticas por ano em todo o mundo, por ser o órgão mais exposto a agentes como vírus, toxinas e medicamentos. Consequentemente, pesquisas realizadas com PUFAs n-3 para doenças hepáticas vêm ganhando destaque com resultados animadores, tendo em vista que esses ácidos graxos têm efeitos anti-inflamatórios e citoprotetores. Além disso, foi descrito que n-3 PUFAs são convertidos em uma nova espécie de intermediários lipídicos, mediadores pró-resolução especializados (SPMs). Em níveis específicos, os SPMs melhoram o término da inflamação, bem como a reparação e regeneração dos tecidos, mas são desregulados na doença hepática. Como as evidências ainda são insuficientes para a realização de ensaios farmacológicos que beneficiem a resolução da inflamação aguda em doenças não transmissíveis, resta um apelo à continuidade da pesquisa pré-clínica e clínica para melhor compreender as ações e os resultados da SPM.

Palavras-chave: N-3 PUFAs; testes clínicos; imunonutrição; inflamação; doença hepática.



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