A Turquia diz que qualquer reconhecimento dos EUA do “genocídio” armênio prejudicaria os laços


O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse na terça-feira que qualquer movimento do presidente dos EUA, Joe Biden, para reconhecer os assassinatos em massa de armênios pelo Império Otomano como um genocídio, prejudicará ainda mais os laços já tensos entre os aliados da Otan.

A Turquia aceita que muitos armênios que viviam no Império Otomano foram mortos em confrontos com as forças otomanas durante a Primeira Guerra Mundial, mas contesta os números e nega que as mortes foram sistematicamente orquestradas e constituem um genocídio.

As comemorações dos assassinatos são realizadas em todo o mundo a cada 24 de abril.

Durante décadas, as medidas de reconhecimento do genocídio armênio, paralisado no Congresso dos EUA e os presidentes dos EUA se abstiveram de chamá-lo assim, frustrado por preocupações sobre as relações com a Turquia e intenso lobby de Ancara.

Questionado em uma entrevista à emissora Haberturk sobre se Biden reconheceria as mortes como um genocídio em meio a relatos de que seria o primeiro presidente dos EUA a fazê-lo, Cavusoglu disse que os Estados Unidos “precisam respeitar a lei internacional”.

Sem vinculação legal

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“Declarações que não têm vínculo legal não terão benefício, mas prejudicarão os laços”, disse Cavusoglu. “Se os Estados Unidos querem piorar os laços, a decisão é deles”, disse.

Em 2019, o Senado dos EUA aprovou uma resolução não vinculativa reconhecendo as mortes como genocídio, em um movimento histórico que enfureceu a Turquia

Os laços entre Ancara e Washington têm sido tensos por uma série de questões, desde a compra pela Turquia dos sistemas de defesa S-400 russos – pelos quais foi alvo de sanções dos EUA – até diferenças políticas na Síria, direitos humanos e questões jurídicas.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, estabeleceu um vínculo estreito com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, mas ainda não falou com o presidente Biden desde que se tornou presidente em 20 de janeiro. Autoridades da Turquia e dos Estados Unidos conversaram desde que o governo de Biden assumiu. – Reuters



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